Projeto de conectividade garante informação e comunicação a comunidades isoladas do Amazonas

Homem mexendo em notebook durante atividade prática do projeto de conectividade promovido pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS).
Homem mexendo em notebook durante atividade prática do projeto de conectividade promovido pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS).

Na era em que vivemos, é quase impossível imaginar uma vida sem internet. É com essa ferramenta que temos acesso a informações em tempo real, utilizamos aplicativos que facilitam o cotidiano e nos comunicamos com o mundo, entre outras possibilidades que só a web nos traz. Mesmo sendo essencial, no entanto, o acesso à internet ainda é uma barreira para muitas comunidades isoladas do Amazonas. É para mudar essa realidade que a Fundação Amazonas Sustentável (FAS) e a Americanas desenvolveram o projeto de conectividade digital, que leva internet para comunidades remotas do interior do Amazonas. Ao todo, o projeto já beneficia, diretamente, 1.429 pessoas em oito dos nove núcleos da fundação espalhados pelo Amazonas. 

O monitor José Cruz Lima de Lima, de 31 anos, sabe bem como a iniciativa mudou a vida dos moradores da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) de Uacari, no município de Carauari, a 787 quilômetros de Manaus. 

“Não tinha internet aqui. A gente usava só quando ia na sede do município ou em alguma comunidade onde já tinha internet instalada, mas era muito distante e raramente usávamos pelo fato de ser longe”, relembra José.

A situação é ainda mais difícil para algumas comunidades da reserva, como é o caso da comunidade Liberdade, onde vive a família de José. “Para a gente se comunicar com quem mora longe, tínhamos que viajar 1 hora e 30 minutos de rabeta para locais com rádio e telefone e, muitas vezes, não funcionava e acabávamos nem falando com quem queríamos”, relata.

Com a chegada da internet via satélite na localidade, o cotidiano dos comunitários mudou para melhor. “O projeto vem ajudando muito, principalmente no que se refere à comunicação. Usar a internet aproxima a gente dos amigos e parentes que estão distantes, isso é um ponto importante. Também nos mantemos em contato direto com membros de associações e instituições, o que é essencial. O projeto Conectividade é o que socorre com uma internet boa, onde conseguimos nos comunicar de maneira rápida e fácil”, diz o monitor.

José trabalha como monitor na Casa Familiar Rural do Campina, espaço de educação focado no campo e na floresta. O acesso à rede também o ajuda na hora de atualizar os conhecimentos e se manter informado sobre o que acontece no País e no mundo, assim como temas de interesse para a vida em comunidade.

“O acesso à informação é outro benefício que o projeto trouxe. Estamos sempre informados por meio das redes sociais para saber o que está acontecendo, realizamos pesquisas, consultas, tiramos dúvidas sobre coisas que são essenciais no dia a dia da gente. É só acessar ‘rapidinho’ e encontramos a resposta. O projeto tem facilitado muito nesse aspecto”, declara o monitor.

José afirma que a iniciativa ajudou a amenizar o problema da comunicação na região do Uacari e agradece a FAS e a Americanas pelo benefício. “Só temos a agradecer a cada um que se empenhou para trazer esse projeto para a nossa região e dizer que está sendo um sucesso. Trouxe soluções para um problema que antes era um gargalo na nossa comunidade, que era a comunicação. Facilitou muito nossas vidas”, elogia. 

Sobre o projeto

A FAS possui nove núcleos espalhados pelo Amazonas. Em cinco deles, existe acesso à internet, por conta da parceria com a Americanas que resultou no projeto de conectividade digital. A iniciativa foi lançada em 2018 e já beneficia diretamente mais de 1.429 pessoas.

Os comunitários podem acessar a internet nos Núcleos de Conservação e Sustentabilidade (NCSs), que são estruturas ligadas à floresta formadas por salas de aula, refeitório, biblioteca, alojamentos para alunos e professores e laboratório de informática. Os núcleos funcionam em parceria com a Americanas, Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam), Universidade Estadual do Amazonas (UEA), prefeituras municipais e também contam com o apoio do Bradesco, Fundo Amazônia, Samsung e Petrobras.

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